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Palavra do Presidente,

No ano de 1983, quando a ABRIN começou, confesso que não tínhamos claramente a dimensão que a mesma alcançaria nos anos que se seguiram. Hoje, 2017, 34 anos depois, nos consolidamos como a 4ª maior feira de brinquedos do mundo, atrás somente de Honk Kong, Nuremberg e Nova York. Muitas feiras europeias, asiáticas e latinas terminaram.

A cada ano a indústria se recria e mostra suas “crias” na Feira e não é diferente este ano. Mais de 1.200 brinquedos novos estão sendo mostrados, na busca por encantar as crianças e despertar a confiança do varejo.

Esta Abrinq desde 1996 fez a salvaguarda que nos salvou e nos últimos anos atua no fortalecimento e consolidação da indústria nacional com ferramentas de defesa comercial (alíquotas, portos, pirataria, taxas, novos nichos, ações no ambiente tributário e similares), que funcionaram adequadamente e produziram substanciosos resultados que nos posicionaram bem diante da sociedade e dos governos. Crescemos!!

Há em curso uma sensível e perceptível mudança de rumos nas importações, em 2016 os volumes em dólares FOB caíram 30,1% em relação a 2015 (estas quedas nas importações de brinquedos já se manifestam há 4 anos) o que significa transferência direta de encomendas para a indústria nacional, uma vez que o mercado consumidor tem crescido desde 2010. A participação da indústria nacional no share de mercado já supera 55% e convive-se bem com os importados.

O formato do negócio está em transição para um futuro que não sabemos bem como será, os focos são outros e a partir de agora nossas ações estarão voltadas para:

  1. A construção de mecanismos de defesa de um saudável e ético ambiente laboral dentro das fábricas asiáticas, exportadoras ao Brasil, de forma a buscarmos uma equânime concorrência no quesito mão de obra, pois há muitos anos um dos aspectos mais importantes por ganharem em preços é exatamente nas condições humanas da força de trabalho naqueles países;
  2. Viabilizar a criação do Instituto Brasileiro de Valorização e Defesa do Direito e da Importância do Brincar (integrado por fabricantes – educadores – escolas – lojistas e importadores) de forma a desenvolvermos ações que lembrem as famílias todos os dias que seus filhos precisam brincar;
  3. Vamos construir uma política no Mercosul para as importações de brindes;
  4. Seguiremos com Road Shows de exportação e prospecção no México, Equador, Peru e quem sabe em Dubai;
  5. O alongamento do prazo de recolhimento de tributos será mister nos próximos dois anos com este governo;
  6. Duas feiras regionais serão realizadas;
  7. Um congresso com educadores para tratar das questões relativas ao direito de brincar;
  8. Ações e cursos de estímulo ao fortalecimento do design;
  9. Incrementar a integração produtiva entre as fábricas do Mercosul;
  10. Atuar fortemente nos meios governamentais na defesa dos temas da categoria;

Há muito por ser feito e faremos.

Synésio Batista da Costa
Presidente Abrinq