Inspirações

Brinquedos viram terapia para aliviar desconforto da internação infantil

Brinquedos viram terapia para aliviar desconforto da internação infantil

Ação, pioneira no Brasil, faz parte do projeto “Brinquedos Terapêuticos” do Hospital Universitário de Londrina.

 

Nicolas Felipe da Costa, 9 anos, internado no HU de Londrina (Hospital Universitário), acompanha atento os cuidados a um boneco, cujo tratamento é o mesmo que o dele. A ideia é fazer o menino, que sofreu fratura em uma das pernas, entender, com a demonstração, a importância do cuidado do local lesionado.

A ação faz parte do projeto "Brinquedos Terapêuticos", que diariamente leva alento às crianças atendidas na instituição para aliviar os desconfortos causados pela internação. A atividade ocorre com aqueles que ficam no pronto-socorro e UTI (Unidade de Terapia Intensiva) pediátrica do hospital.

O grupo envolvido no trabalho, que reúne cerca de 30 alunos de cursos de enfermagem e psicologia, além de residentes, visita meninos e meninas com brinquedos, demonstrando por meio desses objetos os procedimentos pelos quais os pequenos pacientes irão passar ou que já foram submetidos. Os estudantes esclarecem sobre o tratamento e deixam o atendimento mais humanizado. Com o gesto, ainda é possível superar angústias, medos e dores.

Antes de levar o brinquedo, é feito um contato inicial para aproximação com as crianças. Os participantes usam jaleco azul como forma de desmistificar a questão do médico e enfermeiro, que utilizam branco, mostrando que suas ações são, acima de tudo, lúdicas.

"O boneco é caracterizado a partir da situação da criança. Desenvolvemos ciência, mas para a criança é brincadeira. O brincar é essencial para o desenvolvimento dos pequenos e o tempo no hospital “corta” isto. Com o brinquedo, favorecemos essa retomada”, destaca Rosângela Pimenta, professora e coordenadora do projeto.

Todos os brinquedos utilizados passam por higienização para evitar infecção hospitalar. Eles vêm por meio de doações, campanhas e aquisição dos próprios envolvidos, sejam novos ou usados. Os pequenos que não têm restrição podem até visitar a brinquedoteca do HU, onde estão à disposição livros e jogos de tabuleiro. Os brinquedos costumam ser doados para o paciente e o objetivo acaba se transformando em passatempo.

A iniciativa é pioneira no Brasil e já vem sendo reconhecida por outras instituições de ensino e saúde que querem replicá-la, seja em Londrina (PR) ou em outras cidades. Em 2017, foi organizado um evento multiprofissional para debater o assunto e trocar experiências, o que deve ser repetido neste ano.

Aliás, o cronograma de 2019 inclui levar o projeto para outros setores do Hospital Universitário, como centro de tratamento de queimados e unidade de moléstias infecciosas. "Por dia, são atendidas, pelo menos, de duas a três crianças", contabiliza a professora. Até 2018, mais de 300 meninos e meninas participaram do projeto.

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