Inspirações

Livro ensina brincadeiras tradicionais de vinte países africanos

Livro ensina brincadeiras tradicionais de vinte países africanos

Kakopi, Kakopi!, de Rogério Andrade Barbosa, mostra, em 48 páginas, a diversidade do continente.

 

O desafio de Korir e Chentai era escolher as brincadeiras mais divertidas do continente africano para uma tarefa da escola. Estudantes de um colégio no Quênia, eles reuniram brincadeiras de vinte países que chegaram por e-mails e cartas, em diferentes idiomas.

Além do inglês, falado no Quênia, os amigos também se depararam com o francês, português e árabe, praticados em países como Angola, Argélia, Senegal, Gana, Tanzânia, entre outros.

Após reunirem as brincadeiras mais divertidas, Korir e Chentai expuseram os trabalhos nos murais espalhados pela escola, mostrando as regras de cada jogo, além de desenhos e um mapa identificando cada país. O trabalho foi um sucesso. E assim começa o Kakopi, Kakopi, baseado em pesquisas e nas andanças do autor Rogério Andrade Barbosa pelo continente africano.

A brincadeira que batiza o livro é um jogo de Uganda, onde o cozinheiro de mentirinha decide o destino de cada participante ao tocá-los com a sua colher, ou um pedaço de madeira, enquanto canta Kakopi, Kakoki, até restar apenas um participante. 
Sobre as semelhanças e diferenças das brincadeiras nacionais com as africanas, o autor destaca que, apesar da distância, crianças são iguais em qualquer lugar do mundo. “Todas gostam de correr e brincar de diferentes formas nas horas vagas. Muitas das brincadeiras africanas, como as de roda, de esconde-esconde e de jogar pedrinhas são bem parecidas com as nossas aqui do Brasil, algumas delas, porém, como os leitores poderão comprovar, são bem distintas”.

Rogério gosta de citar o escritor moçambicano Mia Couto para fazer a síntese desse conceito: “Vivemos em geografias diferentes, mas estamos sentados na mesma varanda”.

As belas ilustrações de Marilia Pirillo fazem com que essa viagem pela África se torne ainda mais divertida. “As ilustrações tiveram um papel fundamental no livro, pois a Marilia soube captar muito bem as características de cada país e registrar, com a precisão de seu traço, as diferentes regras dos jogos apresentados”, frisa Rogério.

Além do convite para conhecer novas maneiras de brincar, o autor estimula o leitor a procurar e assinalar os países citados em um mapa do continente africano, pesquisar seus costumes e histórias. “A palavra-chave para entender a África é a diversidade”.

 

Fonte: Primeira Página.

 

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